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História das Artes Gráficas: uma cronologia dos momentos marcantes

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História das Artes Gráficas: uma cronologia dos momentos marcantes

É quase impossível precisar ao certo quando nasceram as artes gráficas, mas de uma coisa parece haver certeza: esta prática surgiu quando se tornou necessário passar para algo fixo e transmissível certos pensamentos, ideias e conceitos. Desde cedo que o Homem percebeu como a representação gráfica poderia ser alcançada: através da utilização de tintas, papéis ou de alguma superfície onde fosse possível fazer uma imagem ou gravar texto (madeira, pedra, metal, entre outros).

Inicialmente, utilizavam-se pilastras de mármore esculpidas com textos que, após serem cobertos de tinta, eram passados sobre folhas de papel. Entretanto, no século XI, a China assiste a uma revolução nas artes gráficas quando Pi Sheng cria uma espécie de pressa com letras móveis. Porém, dado o grande número de ideogramas que compõe o alfabeto chinês, esta foi uma ideia posta de lado.

É então que no final do século XII chega, através do mercado árabe, o papel à Europa. Por incrível que pareça, este material era na época considerado um bem de luxo devido aos altos custos de importação.

Não tardou muito até que os italianos e os franceses se começassem a instruir para produzir papel, algo que só conseguiram com certo sucesso em meados do século XII. Esta capacidade de França e Itália produzirem papel revolucionou toda a Europa ocidental, assim como a xilografia, uma técnica que – seguindo os mesmos moldes aplicados na China – assentava na utilização de pressas de madeira para imprimir livros.

Pouco tempo depois desenvolve-se por fim a tábua Xilográfica na versão metálica que passou, não muito depois, a ser designada como Metalografia. Nestas tábuas eram gravadas as letras, os sinais de acentuação e os números que, ao contrário do que se sucedia com as tábuas de madeira, poderiam ser utilizados mais do que uma vez.

   

É então que Johannes Gutenberg, por muitos relembrado como o pai da imprensa, desenvolve uma prensa que utilizava letras móveis e metálicas, que eram agrupadas cuidadosamente para formar palavras e frases e assim imprimirem em massa um único documento. Este é o ponto de viragem para as artes gráficas: um avanço sensacional que permitiu fazer impressões de melhor qualidade em ambos os lados de uma folha de papel.

Com o passar do tempo foram aplicadas uma série de melhorias que proporcionaram um melhor controlo das máquinas de impressão. Era possível, por exemplo, alterar a pressão exercida pela prensa sobre o papel de forma a reduzir as manchas de tintas que apareciam sobre os documentos impressos. Entretanto, a técnica acabou por ser totalmente substituída por outras novas como, por exemplo, a Estereotipia e a Estereografia.

Eventualmente, começa-se a mecanizar as artes gráficas, de forma a aperfeiçoar a composição dos textos, a agilização na alimentação do papel nas máquinas e a encadernação dos livros. Um grande avanço acontece no século XVII quando acontece a substituição da bandeja e da prensa por cilindros que pressionavam o papel sobre o molde de forma mais controlável, permitindo assim aumentar a qualidade da impressão dos textos.

Em 1880 surge nos Estados Unidos a linotipia, marcando-se assim o início de uma nova era na área das artes gráficas. Esta técnica utilizava máquinas complexas onde o texto era digitado num teclado e os caracteres eram estampados no papel, uma técnica que agilizava bastante os processos de composição dos textos.

 

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