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Como as lonas publicitárias da Coca-Cola salvaram vidas no Equador

Como as lonas publicitárias da Coca-Cola salvaram vidas no Equador

No dia 16 de abril de 2016 o Equador foi alvo de um sismo com consequências catastróficas. Com epicentro a 27 km da cidade de Muisne, uma das maiores cidades do país e capital da província das Esmeraldas, o sismo provou ser um dos mais fortes de que há história no país. A intensidade registada foi de 7,8Mw na escala de magnitude de momento, provocando rapidamente o colapso de estruturas próximas.

Nas horas que se seguiram o mundo pôs os seus olhos no Equador para acompanhar os desenvolvimentos do rescaldo da catástrofe. No total, morreram 659 pessoas, foram resgatados mais de 12 mil feridos e 130 continuam desaparecidos. Isto, claro, para não falar das 26 mil pessoas sem abrigo.

Perante uma cidade em destruição, não tardaram a chegar ajudas por parte de organizações sem fins lucrativos e empresas multinacionais. De forma a colmatar a falta de abrigos, vários espaços que resistiram ao sismo foram transformados em centros de abrigo mas, ainda assim, continuava a falar espaço para acolher tantas pessoas.

E foi nesta altura que a marca de refrigerantes Coca-Cola decidiu intervir de uma forma que ninguém esperava. O que envolvia este plano brilhante? Lonas publicitárias.

   

Novo uso para as Lonas Publicitárias da Coca-Cola no Equador

Numa cidade que lutava para sobreviver à calamidade, a Coca-Cola decidiu remover todas as lonas publicitárias colocadas em outdoors e edifícios do Equador. Estamos a falar daqueles anúncios gigantes da Coca-Cola, capazes de abrir a fachada de um edifício, e que nos mostram a garrafa da bebida e o seu slogan.

Uma vez removidas, as lonas foram doadas ao Proyecto Refugios, uma iniciativa de várias associações do Equador que almejava construir abrigos a ser enviados para as zonas mais afetadas pelo terramoto. Lado a lado com a Coca-Cola, o projeto contou com a participação da marca Conduit, um fabricante de tubos.

Graças a este projeto, e às lonas publicitárias da Coca-Cola, foi possível construir mais de 200 abrigos provisórios. A campanha desenvolveu-se sobretudo através do Facebook, o que torna o projeto mais fascinante ainda.

Através de um evento – que já foi removido da rede social – foi partilhada a ideia de construir estes abrigos e lançado este pedido de auxílio. Ninguém esperava que a Coca-Cola fosse dar uma ajuda abdicando dos seus anúncios publicitários pelo país. Mas foi isso que fez numa demonstração de boa vontade inestimável.

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