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Projeto Gregory: outdoors que são casas para sem abrigo

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Projeto Gregory: outdoors que são casas para sem abrigo

Uma estratégia controversa e desumana para gerir a população sem abrigo de Londres gerou alguma contestação e polémica em junho de 2014. Tal medida aprovava a instalação de estacas junto à entrada de prédios para evitar que sem abrigos se instalassem aí durante a noite.

Perante a onda de críticas que caiu sobre o governo do Reino Unido – até mesmo a nível internacional –, o governo não teve outra opção se não recuar na medida, aceitando as petições assinadas por milhares de cidadãos que pediam mais incentivos para a inserção dos sem abrigo na sociedade.

Por muita controvérsia que esta medida tenha gerado, algo de bom sobressaiu em tudo isto: gerou-se uma onda de solidariedade pela comunidade sem abrigo. Mais do que solidariedade, milhares de pessoas mostraram intenção de contribuir para combater este problema social. Foi assim que surgiu uma nova campanha da agência Design Develop, da Eslováquia, que desenvolveu aquilo a que chama de Projeto Gregory.

Na Eslováquia, os outdoors publicitários contam com duas superfícies opostas, voltadas para diferentes direções. Isto significa que entre as duas frentes do outdoor se forma um espaço triangular, totalmente oco e desaproveitado, mas ainda assim coberto. O que o Projeto Gregory almeja é construir pequenos apartamentos de dois quartos nesses espaços.

 

   

Estas pequenas casinhas situadas dentro de outdoors contariam então com dois espaços principais: o primeiro, que inclui um hall de entrada, cozinha, secretária e escadas para um espaço que serve como quarto; e a segunda parte com a casa de banho, devidamente equipada. E estas casas contam mesmo janelas, não descurando a ideia de que um sem-abrigo não pode ter uma estadia confortável, com todas as comodidades necessárias.

Esta nova e promissora ideia marca uma tendência contínua de outdoors multiusos projetados para resolver questões sociais, nomeadamente a prevenção do envio de mensagens de texto durante a condução, o desperdício de água, o cuidado com a poluição do ar e, claro, a pobreza.

Mas mais do que todos os outros exemplos citados, este em especial parece ser a prova viva de que os outdoors deixam apenas de ser instrumentos de Marketing e passam a ser meios que promovem a necessidade para responsabilidade social ao mesmo passo que contribuem para um mundo melhor.

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