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Uma Breve História da Publicidade desde a Antiguidade Clássica até hoje

Uma Breve História da Publicidade desde a Antiguidade Clássica até hoje

Ao contrário do que muitos pensam, a publicidade não é um conceito recente, criado apenas no final do século XIX e desenvolvido na primeira metade do século XX. Embora seja verdade que foi nesse período que a disciplina adquiriu os moldes pelos quais a conhecemos hoje, um olhar atento à história permite-nos perceber que o conceito já podia ser encontrado em Pompeia (Itália) na Antiguidade Clássica.

Por esta altura, a publicidade que existia baseava-se na transmissão oral por homens que eram conhecidos como pregoeiros. Estes homens saíam à rua para apregoar a toda a comunidade uma série de mensagens e notícias, como a convocação para certos eventos ou acontecimentos. Tal como se sucedeu em Pompeia, também na civilização grega e egipcía se começou a adotar esta prática. Os pregoeiros também pintavam em muros e rochas para propagarem a sua mensagem.

Este foi um fomato que se foi mantendo ao longo dos séculos que se seguiram. Porém, no século XV, mais precisamente no de 1482, foram utilizados pela primeira vez folhetos para publicitar uma manifestação religiosa que teve lugar em Paris (França). A partir daqui, esta forma de se propagar mensagens de cariz publicitário foi-se tornando gradualmente popular.

Contudo, apenas em 1625 surgiu o primeiro anúncio publicitário, neste caso com a intenção de promover um livro, o Mercurius Britannicus. Cerca de 6 anos mais tarde, aparece a primeira secção de anúncios, com o único objetivo de captar a atenção dos leitores. Porém, apesar destes primeiros esforços, a publicidade nunca foi contemplada a partir da perspetiva de quem compra.

Quem se colocou pela primeira vez no lugar do consumidor foi Benjamin Franklin, o norte-americano que ainda hoje é relembrado como o pai da publicidade moderna e o seu principal impulsionador. As novidades que trouxe ao mundo emergente da comunicação empresarial, que cresceu lado a lado com o aparecimento dos jornais, veio mudar todo o paradigma publicitário que era conhecido até então.

O primeiro jornal dedicado à publicação de anúncios publicitários chegou ao mercado em 1745, introduzindo consigo também a primeira publicidade enganosa. Porém, é aqui também que se começa a tornar evidente a necessidade de criar métodos para defender o consumidor deste tipo de anúncios.

Crescimento da publicidade em paralelo com a comunicação social

É no período da Revolução Industrial que se assiste a um ponto de viragem no mundo publicitário. Tratou-se de um processo extremamente natural, já que a revolução industrial significou o aparecimento de novas empresas e indústrias, levando a um aumento de produção que, por sua vez, aumentou a quantidade de produtos a circular no mercado.

Por outro lado, seguiu-se o início da explosão demográfica, que levou a um aumento do número de consumidores potenciais. Com todo este desenvolvimento económico e industrial também cresceu o mercado publicitário, não só no aumento da publicação de anúncios, mas também no aperfeiçoamento da técnica publicitária, passando a ser persuasiva nas suas mensagens e perdendo, quase por completo, o seu sentido informativo.

   

E foi aqui neste momento decisivo que o produto começou a ser imposto e não sugerido. Todo este «boom» publicitário, levou ao aparecimento da primeira agência de publicidade especializada em Boston (EUA), pela mão de Volney Palmer, em 1841, que cobrava 25% do custo dos anúncios.

Entretanto, desenvolveram-se novas tecnologias de comunicação em massa (como a rádio) para a divulgação de anúncios. Os equipamentos inicialmente eram muito rudimentares, mas foram sendo construídas estações de rádio por cada vez mais instituições que os utilizavam para fazer divulgar as suas informações mais importantes, nascendo assim a publicidade institucional.

Com o aumento das estações de rádio começam a surgir o patrocínio a programas, sendo as empresas ou produtos anunciados durante a emissão. Como foi uma prática que ganhou popularidade, as estações de rádio começaram a cobrar para anunciar as empresas ou produtos. Quando surge a televisão acaba por ocorrer o mesmo, sendo actualmente este o meio de comunicação social que congrega os maiores investimentos em qualquer economia do Mundo. Obviamente, a Internet também exponenciou aquilo que já existia e neste momento ocupa um lugar central nas campanhas das empresas.

Contudo é facilmente verificável que em toda a evolução da publicidade, quer na antiguidade clássica até à actualidade, o seu principal objectivo continua o mesmo: chamar a atenção do público para produtos e serviços de forma a gerar lucro.

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